EFLORESCÊNCIAS EM ALVENARIAS

EFLORESCÊNCIAS EM ALVENARIAS

Pode-se dizer que, hoje, a principal causa das eflorescências nas alvenarias de blocos cerâmicos ou de concreto é o Hidróxido de Cálcio ou Hidróxido de Magnésio livres (também chamados de “Cal Livre”) presentes nas argamassas de assentamento e encunhamento lateral.

Por se tratar de locais com maior presença de cimento, os pontos de vergas e contravergas e também os pontos de canaletas em geral, as eflorescências podem ocorrer com mais frequência. Isso acontece porque na ocorrência de chuvas, a agua desce por dentro dos blocos, dissolvendo a “Cal Livre”, que se acumula nestes pontos, os quais funcionam como anteparos horizontais.

A cal livre é uma mistura de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio que reagem com o gás carbônico atmosférico conforme reações abaixo:

Ca(OH)2 + CO2 -> Ca(CO)3 + H2O ou Mg(OH)2 + CO2 -> Mg(CO)3 + H2O

A cura da Cal Livre é uma reação de carbonatação, que gera um aumento do peso molecular e, consequentemente, um aumento de volume.

Para que o ambiente construído seja preservado, é necessário bloquear a passagem da umidade, quer esta água seja proveniente de chuvas quer seja de empoçamentos, lavagens ou outros agentes causadores da dissolução da Cal Livre. Este bloqueio poderá ser feito, para citar alguns exemplos, através de rebocamento das paredes externas com argamassa em conformidade com as normas técnicas (industrializada ou feita em obra), cobertura do imóvel, impermeabilização das áreas laváveis, aplicacao de hidrofugantes à base de silano-siloxano do lado externo, tais como SILISO da Souza Filho Impermeabilizantes.

Executar revestimento de gesso em cima de uma alvenaria com eflorescências causará patologias como desplacamentos, manchamentos, estufamentos, perda de resistência mecânica, “pipocamento” (quando o revestimento de gesso parece estar espumando), falta de ancoragem para a pintura, entre outras.

Para combater as eflorescências, a Souza Filho Impermeabilizantes desenvolveu EFLOHARD. Este produto converte as eflorescências em cristais duros, evitando os aspectos danosos.

A aplicação é muito simples. Basta limpar a superfície com pano úmido limpo e aplicar duas demãos com intervalo de uma hora entre elas.

Para evitar eflorescências nas alvenarias, deve-se tomar providencias para que a água não penetre e, assim, não cause umidade na superfície. Somente a água pode levar a dissolução dos sais livres, presentes principalmente no cimento que compõe as argamassas.

Algumas argamassas semi-prontas (pré-dosadas), ensacadas, ensiladas ou argamassas estabilizadas (vendidas já com a adição de água), em muitos casos, utilizam incorporadores de ar em suas formulações, que são tensoativos, os quais podem levar a um aumento da solubilidade de determinados sais presentes principalmente nos cimentos das argamassas, levando, assim, a uma maior ocorrência de eflorescências.

Se as argamassas contiverem cal hidratada, as eflorescências serão maiores. Se for utilizado cimento CP III, estas eflorescências serão menores.

Cimentos com módulo de finura maior (cimentos mais finos) tendem a ser cimentos mais impermeáveis, portanto, com menor tendência de formação de eflorescências.

A eflorescência que causa a maior degradação nos blocos de cerâmicos é aquela devida à migração da cal livre, pois, irá expandir­-se durante o processo de cura, levando a uma delaminação (perda gradual de parede dos blocos).

Portanto, a fim de evitar a formação de eflorescências, deve-se tomar as devidas precauções para impedir a passagem da água, seja pelas fachadas, paredes internas do ambiente construído e alicerce. Enquanto não cessar a passagem de umidade, o surgimento de eflorescências permanecera, e se estes locais afetados não forem tratados com o conversor de eflorescências adequados, novas patologias surgirão.